Um novo P para Kotler

Atualizado: Fev 3


Se você não é de administração ou marketing talvez nunca tenha ouvido falar de um tal de Philip Kotler. Esse cara é um tipo de guru da área, responsável pelas principais bibliografias e conceitos do segmento.


Ele criou o famoso conceito dos 4´Ps de marketing, que basicamente nos falam sobre o que deve ser analisado em uma estratégia: preço, praça, produto e promoção. Esse conceito resume muito bem um mundo que era offline, mas não abrangia (até porque nem estava rolando ainda) a revolução digital que nos engoliu.


Como nosso guru era super antenado, com 85 anos, ele escreveu o Livro Marketing 4.0, onde fala justamente sobre essa transição do tradicional para o digital. Ele trouxe um novo P para a discussão, e disse ainda que esse era o P mais importante: PESSOAS.


Entender que a consciência faz parte do processo de compra e observar os comportamentos do consumidor é a base fundamental de qualquer estratégia de marketing digital. Porém vai além, são pessoas e elas não querem só comprar, elas querem uma relação. Vi recentemente um post engraçadíssimo do Netflix que falava com seus clientes como se fossem amigos de infância:



Eu precisava te contar essa história toda para poder dizer que está faltando mais um P nesse amontoado de P´s levantados por Kotler. Ele continua certo, as PESSOAS são o centro de toda a estratégia, porém acredito que elas buscam o PROPÓSITO do relacionamento.

Pronto, esse é o P que está lá no enunciado deste artigo, PROPÓSITO. As pessoas estão cada vez mais em busca de si mesmas, de suas verdades. Eu não quero me relacionar com uma empresa que não tenha um propósito próximo ao meu. Não somos mais clientes, nos tornamos seguidores e estamos mais seletivos em nosso hábitos de consumo. Na verdade, eu nem trabalho em uma empresa se eu não sentir que há conexão entre nossas ideias, imagina comprar dela.


Um estudo publicado pela Iniciativa de Transformação de Negócios no IMD, Suiça, pesquisou mais de 28 empresas entre EUA, Europa e Índia e identificou que as que estavam alinhadas com seus ideais, tiveram uma taxa média de crescimento anual superior a 30%.

Fica aqui a reflexão, o propósito não deve ser um acessório na estratégia de uma empresa, ele precisa ser o centro de tudo. É o que mantém os seus talentos internos e o que conecta verdadeiramente as pessoas com o seu negócio.


O que consolida o sucesso é ser de verdade.


Andressa Bristotti.