The Oscar goes to... Emoções e o Trabalho


Os vencedores do Oscar 2020 trouxeram a tona um tema universalmente em alta: as relações - pessoais e de trabalho!


O grande prêmio foi conquistado por Parasita, um filme "estrangeiro" (sul-coreano), mas que destaca uma realidade global: a desigualdade social e o estabelecimento de relações injustas entre empregados e empregadores (aqui a injustiça é percebida pelos dois lados, formando uma linha tênue entre vítimas e vilões).





No documentário American Factory foi retratada a implantação de uma fábrica Chinesa nos Estados Unidos. O documentário explicita choques culturais dos modelos de trabalho, conflitos entre líderes chineses e operários americanos e a imersão de uma cultura emocional para tornar possível lidar com todos os desafios gerados.





E um dos grandes favoritos, Coringa, trouxe a depreciação das relações pessoais, o desrespeito às diferenças e as debilidades, e o desejo escancarado do personagem principal de ser visto, abraçado e aceito pelas pessoas com as quais convive.




Ao longo de toda história a arte dificilmente visou apenas entretenimento, mas também crítica e consciência social. Esta premiação se alinha ao momento atual em que temos de um lado empregados desengajados com seus trabalhos e empresas buscando inovação e mudança cultural. E, como trouxe Joaquin Phoenix em seu discurso, no final do dia estamos todos buscando o mesmo objetivo:


"Eu tenho pensado muito sobre alguns dos problemas angustiantes que estamos enfrentando coletivamente e acho que às vezes sentimos ou somos feitos para sentir que defendemos causas diferentes. Mas, para mim, eu vejo comunalidade. (...) Penso que, quando usamos o amor e a compaixão como princípios orientadores, podemos criar, desenvolver e implementar sistemas de mudança que são benéficos para todos os seres e para o meio ambiente ".



original: "I've been thinking a lot about some of the distressing issues that we are facing collectively and I think at times we feel or are made to feel that we champion different causes. But for me, I see commonality. (...) I think that when we use love and compassion as our guiding principles, we can create, develop and implement systems of change that are beneficial to all sentient beings and to the environment."


E você, já assistiu alguns desses filmes? Conta para a gente o que achou.


Marcela Zucherato.