O perigo de uma única história


Falta de autenticidade africana. Era desse problema que sofria um dos romances da escritora, hoje consagrada, Chimamanda Ngozi Adichie - segundo um de seus professores da faculdade, pelo menos. Afinal, Chimamanda nasceu na Nigéria, continente africano, e sua história continha personagens muito parecidos com ele, “um homem educado de classe média”.


“Meus personagens dirigiam carros, não estavam famintos. Por isso, eles não eram ‘autenticamente africanos’”, explica Chimamanda em sua palestra durante uma das edições do evento global TED Talk.


Pronto. É exatamente sobre esse perigo, das únicas histórias e preconcepções, que devemos lutar contra, segundo ela.


“A única história cria estereótipos. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem com que uma história se torne a única história. A consequência de uma única história é essa: ela torna o reconhecimento de nossa humanidade compartilhada difícil. Enfatiza como nós somos diferentes ao invés de como somos semelhantes.”


Chimamanda Ngozi Adichie


Chimamanda é autora dos livros Para educar crianças feministas, Sejamos todos feministas, Americanah, Meio sol amarelo e Hibisco roxo.


Esperamos que o ponto de vista da escritora sobre histórias únicas e também suas publicações inspirem você a buscar novas histórias, ampliando sua percepção de mundo. Boa viagem!